segunda-feira, 27 de julho de 2015

Enxaqueca? Fuja da Luz

Quem sofre de enxaqueca talvez ainda não tenha se dado conta da influência e diferença da iluminação por lâmpadas incandescentes e fluorescentes.
Hoje devido a economia de energia utilizamos a luz do tipo fluorescente preferencialmente. Apesar de não percebermos ela pisca cerca de 120 vezes por segundo. Nós podemos não perceber mas nosso cérebro percebe. Isso causa um estimulo cerebral.

Quem sofre de enxaqueca já sofre com uma hiperatividade cerebral, e portanto qualquer estímulo pode desencadear uma nova crise ou até potencializar uma crise em andamento.

Além da lâmpada fluorescente, outros estímulos podem piorar esse quadro como televisão, cafeína, nicotina, chá mate, refrigerante, computador, pílula anticoncepcional, entre tantos que podemos citar.
Portanto fugir de mais esse estímulo é palavra de ordem para uma vida com menos dor.
O conselho é adquirir lâmpadas incandescentes que ainda estão a venda até 2016 e manter um estoque, para ser usadas principalmente nos cômodos de maior uso como quartos e salas ou até na casa toda.Elas funcionam por outro mecanismo, semelhante a luz natural que obtemos da luz solar e fogo, obtidas através do calor. Ou se quiser continuar com a economia comprar lâmpadas de LED em corrente contínua, em corrente alternada elas terão o mesmo efeito da fluorescentes.
Você sofre de enxaqueca? Em primeiro lugar procure um médico para entender a origem de sua enxaqueca. A dor pode não matar mas impede de viver plenamente.



Marcela Lira Correia é Mestre em biotecnologia, bióloga, estudante de farmácia e mãe.

Fonte: Dr. Alexandre Feldman, clínico-geral, CRM(SP) 59046 (http://www.enxaqueca.com.br/blog/luz-fluorescente/)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Correu algum risco com HIV? Fique atento que tem novo protocolo pelo SUS


quinta-feira, 16 de julho de 2015

A coluna na gravidez


O QUE PRECISO SABER SOBRE O PARTO

Como dito em outra postagem sobre gravidez, o corpo da mulher se prepara para o parto no momento em que foi fecundado. Vários hormônios vão atuar para preparar o corpo para esse momento. Por exemplo, o estrogênio vai relaxar os ligamentos pélvicos, assim as articulações sacroilíacas vão ficar maleáveis e a sínfise púbica elástica para facilitar a passagem do bebê no canal de parto, isso tudo junto ao aumento da vagina, que por si só tem um tecido elástico. Porém o estrogênio sempre ficará diminuído em relação a progesterona, porque este último hormônio é que mantém o bebê.

Durante a gravidez a mulher tem contrações, que chamam de contrações de treino ou de Braxton Hicks. Pode ocorrer inclusive o falso trabalho de parto, onde a mulher começa a ter contrações mais fortes, rítmicas e depois involuir. Isso é natural e não há problema algum para saúde da mulher e do bebê. Óbvio, que ninguém vai ficar em casa achando que é um falso trabalho de parto. Mas não se frustre se as contrações pararem e mandarem você pra casa.

Próximo do término da gravidez, o útero começa a ficar excitável. Ainda não se sabe como ocorre o estímulo que vai dizer quando o parto de fato vai ocorrer. Duas hipóteses estão em alta: Alterações hormonais que causam a excitação da musculatura e alterações mecânicas.
Quando o útero começa as contrações pra valer, ou seja, rítmicas e fortes é que se considera o trabalho de parto propriamente dito. Nesse caso, tem-se uma alta do estrogênio em relação a progesterona, lembre-se a progesterona que mantém a gravidez. Essas contrações têm como ator principal a ocitocina, hormônio responsável pelas contrações uterinas e ejeção do leite. Além desses hormônios maternos, existem hormônios fetais, entre eles, a ocitocina novamente, que também estimulam essas contrações. Ou seja, mãe e bebê estão conectados para esse nascimento.
As contrações vêm em ondas, de forma que empurram o bebê para baixo. A própria distensão do útero colabora para aumento das contrações.  Essas contrações seguem com intervalos cada vez menores, isso é importante para a expulsão do bebê e as pausas para a respiração do mesmo. As contrações por serem fortes podem diminuir ou impedir o fluxo sanguíneo para o bebê. O uso de ocitocina sintética é perigoso porque pode causar espasmo uterino ao invés de contração causando hipóxia ou morte do bebê. Por isso seu uso deve ser feito com cuidado e responsabilidade.

Quando a dilatação do útero é total (essas é uma das primeiras barreiras a ser vencida), a bolsa rompe (esse rompimento pode ocorrer antes ou não ocorrer e o bebê nascer empelicado), e a cabeça do bebê entra no canal do parto (em 95% dos casos). A cabeça funciona como cunha abrindo as estruturas do canal de parto, mas o bebê pode vir de bumbum ou mesmo com os pés.

A própria cabeça do bebê não tem os ossos já fixos para que possa se moldar a passagem, depois retornando ao formato normal. A famosa “Moleira” do bebê nada mais do que a ajudinha do bebê para nascer, entre as outras funções que possui.
A dor em todo esse processo é presente, mas massagens, a companhia de pessoas de confiança e foco no nascimento do bebê aliviam e deixam mais afloradas a descoberta da mulher como autora do nascimento do seu bebê. Como vimos é um momento dos dois!
A dor é fundamental para a fisiologia do trabalho de parto pois vai auxiliar no processo de expulsão do bebê e prepara para o vínculo.


Marcela Lira Correia é Mestre em biotecnologia, bióloga, estudante de farmácia e mãe.
Referências:
GUYTON, A.C.: Fisiologia Humana. Editora Guanabara Koogan S. A., Sexta edição, 1988.